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caderno Opinião
O gigante adormecido está acordando?

Por Zé Luis Munuera

Os últimos acontecimentos em São Paulo provocaram uma reflexão pra lá de interessante. É salutar acompanhar a manifestação dos clubes paulistas contrários a algumas atitudes da direção da Federação Paulista de Futebol de Salão.
Se isso vai resultar em algo positivo ou não para o futsal é impossível saber de imediato, mas que o simples fato de os clubes protestarem para fazerem valer seus interesses já um avanço fenomenal, essencial para a vivência em comunidade.
Eu, particularmente, milito no futsal oficial desde 1988, quando comecei as publicações do Jornal do Futsal e nunca vi uma atitude que seja próxima da vista hoje.
Muito pelo contrário, durante esse período, o presidente Dr. Ciro Fontão de Souza, sempre foi reeleito por aclamação, exceção feita a primeira eleição da década 90, quando teve um concorrente, o ex-jogador Valverde (favorável a aliança com a Fifusa), que somou apenas seis votos. Porém, logo após a aclamação era comum recebermos reclamações sobre as atitudes da direção da Federação. Reclamações veladas, sim, nunca diretamente à própria entidade.
Vivendo, portanto, essa realidade, e também o processo político brasileiro, cheguei a conclusão que o brasileiro é um ser acomodado, resistente a mudanças e ojeriza a política. Itens extremamente prejudiciais à democracia.
Vendo a manifestação atual fico realmente feliz. O que menos importa é quem tem razão, quais reivindicações procedem ou não. O que vem na mente é aquele velho ditado: "antes tarde que nunca".
É óbvio que não vou fugir da responsabilidade de opinar sobre as reivindicações.
Foram acertadas as propostas de congelamento dos custos de arbitragem. Acho que outras despesas também deveriam ser contestadas. É claro que a situação em São Paulo é completamente diferente de outras praças, não é permitido qualquer comparação. Tudo em Sampa é mais caro e difícil.
Sobre o Campeonato Paulista, tanto foi justo que os clubes conseguiram valer sua vontade, com a transformação dos campeonatos Estadual Série Ouro e Estadual Série Prata em Paulistão A1 e Paulistão A2. Muito justo.
Também oportuna não concordarem com a Federação cobrar pela transferência de um atleta que sai de um clube devedor na entidade para outro. A Federação cobra um valor e depois deixa o clube devedor voltar a disputar competições e não devolve o dinheiro pago pelo clube que requisitou o atleta. Isso sempre foi contestado por nós. Até acho que a Federação tem o direito de considerar o atleta patrimônio do clube e no caso da inadimplência cobrar pela transferência do atleta. Porém, assim que o clube regularizou a pendência ou voltou pra disputa das competições, é obrigação da entidade devolver o dinheiro.
Justo também exigir uma justificativa para a substituição do ex-vice Gilberto Rodrigues da direção da entidade. Foi muito estranha tal substituição. Agora, exigir seu retorno não sei se é o caminho, o importante é entender os motivos.
Não concordo sob nenhuma hipótese a contestação sobre a troca da bola Penalty pela Kagiva. Se a Penalty é a melhor bola ou não, se a Kagiva será tão boa ou não, é uma outra história. O fato a ser levado em consideração é que as entidades necessitam de patrocínio para sobreviverem. Foi aberta a negociação, cada um que se interessou apresentou sua proposta e a bola que seria utilizada. A bola foi aprovada e a proposta a melhor, então não tem o que discutir. Tem de aprovar a bola e todos ficarem felizes com ela.
Agora, não concordo com a Federação em ficar com todos os benefícios do patrocínio. Quem faz o futsal são os clubes, portanto, eles devem ser beneficiados por qualquer patrocínio que os envolvam. O quanto a ser dividido não sei, merece um estudo em conjunto. Já é um passo interessante a Federação dizer que a Kagiva vai fornecer duas bolas por jogo do Paulistão 2010 e ao final da partida cada clube ficará com uma bola. Mas ainda é pouco. Os clubes merecem mais.

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