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Intelli - SP 4 x 4 Umuarama - PR
Copagril - PR 4 x 6 Concórdia - SC
Corinthians - SP 5 x 2 Joinville/Krona- SC

Paulista Mirim Interior contará com equipes de três cidades  •  Com 20 clubes, Liga Futsal acontece só depois da Copa  •  Liga Paulista de Futsal começa nesta segunda com 20 equipes  •  Fundação e Filsan recebem abertura do Paulista Mirim   •  Liga Futsal entra nas quartas de final  •    
caderno Opinião
O futsal em poucas palavras!

Zé Luis Munuera
Editor do Jornal do Futsal

O futsal brasileiro vive um momento muito delicado. Certamente não é o mesmo do passado, mudou muito, para melhor em alguns aspectos e para pior em tantos outros.
O para melhor é o profissionalismo de alguns clubes e da própria Confederação Brasileira de Futsal, que com os excelentes patrocínios merecidamente conquistados promove competições sem depender de financiamento de patrocinadores locais.
Muitos clubes também seguem essa linha, com bons patrocínios, treinamentos à altura de bons investimentos e rendimento compatível, como se vê com a Malwee de Jaraguá do Sul (SC), por exemplo.
A Liga Nacional de Futsal é um exemplo de competência administrativa e promocional, bancando as despesas dos clubes participantes, tais como transporte, estadia e alimentação, algo nunca visto antes neste país. Portanto, altamente rentável. Pode e deve melhorar muito ainda, pois os clubes dependem de outros investimentos para manter suas equipes nessa competição.
O para pior é que o futsal em nível regional está acabando, cada dia pior. O número de clubes disputantes nas competições oficiais vem minguando dia-a-dia. E em todas as grandes praças, a começar por São Paulo, passando pelo Rio Grande do Sul, que há pouco tempo atrás era um exemplo de evolução e dinamismo. Os campeonatos estaduais nesses estados contam com 8, 10 ou 12 clubes, quando muito têm 16 participantes. Em São Paulo, só na divisão especial tínhamos 28 clubes e era uma briga interminável para conseguir a vaga. Muitos tinham que disputar a série prata e se contentar com isso. Hoje, quem tiver bala na agulha disputa, não precisa nem mesmo passar por outras divisões, pois sobra vaga. O mesmo ocorre em todos os outros estados.
Portanto, o momento é delicado. Por um lado temos a projeção do Falcão, também numa aparição nunca vista antes, com participação em programas de tevê, nos quais somente atletas do futebol eram convidados, e com salário altíssimo, digno de um craque de sua importância. Alguns poucos clubes com bons patrocinadores e elencos milionários. Jogos da Liga transmitidos semanalmente por um canal fechado de tevê. Prêmios altíssimos aos campeões, também dignos para uma modalidade como o futsal, mas ainda muito distante do merecido por todo o investimento realizado.
Por outro, vemos os clubes se afastando do futsal justamente por esse profissionalismo, num contra-senso incrível. Muitos voltando para o extra-oficial, ou a várzea, pelo baixo investimento e justamente o amadorismo, já que a profissionalização implica em contratação de pessoas especialistas e qualificadas, torna as competições, os clubes e atletas mais competitivos, o que os obriga a treinar mais intensamente, em dois ou até três períodos. Consequentemente é necessário que o atleta exerça única e exclusivamente a profissão de jogar futsal, o que implica em pagamento à altura, um salário com o qual possa viver dignamente.
Por tudo isso que está acontecendo, acredito que a Confederação Brasileira de Futsal deve ajustar melhor o calendário da Liga Nacional de Futsal para permitir que as Federações mantenha vida ativa. A Liga está ocupando praticamente o ano todo, não deixa espaço para mais nada. Os participantes da Liga não têm interesse algum em disputar as competições regionais, a não ser como preparação de suas equipes pra Liga. Acabam indiretamente prejudicando o calendário das Federações, que são obrigadas a mudar tabela constantemente, prorrogar finais, ou seja, se ajustar aos jogos marcados pela Liga. Por outro lado os não participantes da Liga não querem disputar uma competição na qual não estejam os principais clubes, ou seja, aqueles que disputam a Liga, justamente porque diminui ainda mais a importância da competição regional.
O problema é complicado e sério, exige muita reflexão. Muito mais do que parece.
A Confederação estende a Liga por interesse de patrocinadores e da tevê e acaba prejudicando as competições estaduais. Aliás, também as nacionais, pois hoje é complicado e desestimulante participar da Taça Brasil, do Campeonato Brasileiro de Seleções ou da Super Liga, pois o calendário é espremido.
O bom senso indica que a Liga Nacional de Futsal deveria ser disputa em um semestre do ano, deixando o outro para as competições regionais e nacionais, como as já citadas. A tevê, por exemplo, entraria na divulgação dessas competições, tornando-as mais interessantes para clubes e patrocinadores, o que refletiria na volta de muitos clubes ao cenário do futsal.
Enfim, poderíamos escrever um livro sobre esse tema, de tão delicado que é. Mas uma coisa é certa: a Liga Nacional de Futsal precisa ser revista, pois ao mesmo tempo que é a melhor competição do planeta futsal (talvez perca pra Liga Espanhola) está acabando com o futsal brasileiro.

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